Thomaz Magalhães®


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Trem Azul
   


09/09/2010 14:46
canto de privacidade


Sequestrada aos dez anos de idade e mantida num porão por 8 anos, Natascha Kampusch faz duras críticas à polícia na autobiografia que lança na Europa.

"Só depois de escapar eu descobri quão perto a polícia esteve de prender o sequestrador, se o assunto estivesse sendo tratado de maneira séria", escreve Kampusch, hoje com 22 anos.Hoje à noite ela lerá alguns trechos do, livro no lançamento. São 284 páginas e o título é "3.096 dias", tempo de seu cativeiro.



Em sua prisão subterrânea, um pequeno porão de apenas cinco metros quadrados no subsolo da casa (foto) de seu captor, Wolfgang Priklopil, na cidade de Strasshof, ela sonhava que a polícia estava fazendo o impossível para encontrá-la e salvá-la, usando testes de DNA e seguindo o cheiro de suas roupas.

"Mas a polícia não estava fazendo nada disso. Eles pediram desculpas a Priklopil e foram embora de novo sem olhar a casa ou seu carro de perto".Assim ela relata a passagem, dias após seu desaparecimento, quando agentes da polícia interrogaram Priklopil e revistaram seu carro - o mesmo que ele usara para levar Natascha - e sua casa, mas mesmo quando ele não foi capaz de fornecer um álibi convincente os policiais não suspeitaram de nada, e não o incomodaram mais.

Ela também reclama que a polícia a tratou como uma criminosa quando ela finalmente conseguiu fugir, em 2006. Agachada no jardim de uma casa vizinha com medo de que Priklopil a visse, a jovem ouviu dos agentes ordens para "ficar onde está e levantar as mãos". (...) "eles não eram meus salvadores, e sim as pessoas que falharam em me encontrar por todos esses anos".

Diz que chorou quando soube que Priklopil, então com 44 anos, havia cometido suicídio, atirando-se na linha do trem no mesmo dia em que ela escapou.

"Com a fuga, eu não havia apenas me libertado do meu torturador - havia também perdido uma pessoa que, inevitavelmente, se tornara muito próxima". diz que ele sentia por ela um "amor doentio": "o homem que me bateu, me trancou em seu porão e quase me deixou morrer de fome, queria ser acariciado".

Mas Natascha Kampusch deixa claro em seu livro que não tem qualquer sentimento de afeto por seu sequestrador, descrevendo-o muitas vezes como um paranóico obcecado por controle, misógino e provavelmente anoréxico. Relata no livro os violentos abusos físicos e mentais que sofreu nas mãos de Priklopil em sua "prisão psicológica". (...) "Vinte e três de agosto de 2005: pelo menos 60 golpes no rosto; 10 a 15 golpes na cabeça, induzindo à nausea; 70 joelhadas no cóccix".

E Natasha conta ainda que tentou se matar várias vezes. No entanto, mantém o silêncio sobre se foi estuprada por Priklopil."Eu quero preservar um último pequeno canto de privacidade".

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09/09/2010 14:22
peticionar a receita


"Os brasileiros deviam começar a peticionar a Receita Federal para ver se foi também violado em seu sigilo. É a única alternativa que resta depois do que estamos vendo".

É a dica, enviar petições à Receita, da candidta dos verdes Marina Silva para combater a farra da quebra de sigilos fiscais. Sobre a posição de Lula no imbróglio falou, também nesta tarde, que "0 presidente Lula, quando veio a público para falar sobre o caso, não foi para dar satisfação ao povo brasileiro, mas para defender sua candidata. Lula criou uma sensação de desamparo".

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09/09/2010 00:56
não funciona mais


O ditador cubano Fidel Castro falou que o modelo econômico de Cuba não funciona mais, escreveu o jornalista americano Jeffrey Goldberg, no saite theatlantic.com, do jornal The Atlantic.

Perguntou ao facínora se ainda valia a pena exportar o modelo cubano para outros países, e ouviu dele que "O modelo cubano não funciona mais nem para nós".

Citada na matéria, Julia Sweig, especialista em Cuba na entidade norte-americana Conselho de Relações Exteriores, que acompanhou a entrevista feita a convite do ditador em Havana, acredita que suas palavras reflitam uma admissão de que "o Estado tem um papel grande demais na vida econômica do país". E que tal declaração ajudaria Raúl Castro, o irmão dtador-reserva, contra membros do Partido Comunista que são contrários às tentativas de troca de modelo e regime.

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09/09/2010 00:07
debate


Meia noite e continua rolando o debate entre os candidatos à presidência pela TV Gazeta de São Paulo.

É muito, muito difícil aguentar assistir. Muito chato. Começando pelo fato que dois dos quatro participantes – três porque a Dilma fez forfé – comporem o quadro a título de curiosidades, porque suas chances são nulas na votação: o comunista de woodstock Plínio de Arruda Sampaio, que a propósito falou a única coisa interessante, que Dilma faltou porque foi ver o show do Pato Fu de novo, e a verde monange Marina Silva, aquele espanto de obviedade, com a voz que incomoda mais que moedora de café em padaria.

Sobrou José Serra, falando tudo aquilo que a gente não aguenta mais ouvir no horário eleitoral obrigatório. Um ó. Fora o capricho, e aí é de todas as emissoras, no horário. Debate eleitoral à meia noite...

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08/09/2010 15:48
jagunço moreno morreu


Cangaceiro do bando de Lampião e Maria Bonita, José Antônio Souto, o Moreno, morreu segunda-feira em Belo Horizonte. Ele entrou para o bando a convite do cangaceiro Virgulino, depois de ser barbeiro, caseiro e três vezes rejeitado para entrar na polícia. Foi enterrado ontem de manhã, no cemitério da Saudade, na capital mineira.

Nely Maria da Conceição, de 60 anos, filha dele e Durvinha, sua mulher e jagunça que morreu em 2008, conta que o pai já pedia para morrer há mais de dois anos, sempre chamando pela mãe. "Depois da morte de mamãe ele entrou em depressão e sempre falava assim 'Mãezinha vem em me buscar. Já vi tudo que tinha pra ver. Quero encontrar Durvinha”. A decisão de abandonar o cangaço e fugir para Minas veio de Durvinha, que tinha medo de ser degolada, se presa.

Soltar foguetes
A filha contou ainda que o casal (foto acima) enterrado em túmulo era considerado uma benção pelo pai. "Ele nos contava que no cangaço decapitavam os cangaceiros, mostravam a cabeça para o público e deixavam os corpos perdidos. Para meu pai, ser enterrado em um cemitério era uma coisa muito boa, uma benção. Por isso resolvemos fazer o que ele pediu, soltar foguetes no momento do sepultamento".

O casal Moreno e Durvinha foi para Minas depois que mataram Lampião, Maria Bonita e seus jagunços, numa emboscada na Grota de Angicos, em Poço Redondo, Sergipe, em 28 de julho de 1938. Outros nove cangaceiros e um policial morreram no local e as cabeças decepadas dos bandidos ficaram expostas na cidade vizinha de Piranhas (foto).

Moreno e Durvinha afirmaram manter segredo sobre a vida bandida até 2005, quando doente ele contou tudo e também que o casal tinha ainda outro filho, o mais velho, Inácio Carvalho de Oliveira, que hoje vive no Rio Janeiro como policial aposentado. Ele também esteve no enterro.

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08/09/2010 15:28
luiz feliz


Inaugurando hoje um armazém de grãos da Conab, Luiz Inácio falou sobre os Estados Unidos que “um elefante é daquele tamanhão, a tromba do elefante vale uns dez ratos, mas coloca um ratinho perto do elefante para ver como o bicho tem medo e se borra.”

Seguindo o elegante e diplomático comentário, arrematou que “o Brasil nunca teve condição de andar de cabeça erguida como agora”. Anda feliz, o Luiz.

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08/09/2010 14:42
fugiu com a grana


O ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou hoje que a sentença de morte por apedrejamento contra a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani foi suspensa. Mas o caso continua em julgamento e ela ainda pode ser executada. E um secretário distrital de direitos humanos afirmou que num encontro na prisão de Tabriz ela afirmou que jamais viu o seu advogado, aquele que fugiu do país e pediu asilo na Noruega. Disse que só assinou um acordo para defendê-la, que pagou 2 mil dólares, e ele fugiu com o dinheiro.
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08/09/2010 11:06
o medo de
dona canô



"Lula não me ligou. Voto em quem eu quiser"

Tem gente que vota com seus botões. Tem gente que vota atendendo pedido. Porque ganhou alguma coisa. Ou uma promessa. Dona Canô vai votar em quem quiser, porque o Lula não ligou pedindo voto para sua Dilma. No Jaques Vagner, candidato do PT a governador na Bahia, parece que ela vai votar, porque ele foi à casa dela hoje.

Agora, fazer campanha, gostar mesmo, votar sempre com ou sem pedido, foi só no finado Antonio Carlos Magalhães, ela disse. "A senhora apoia Wagner para o governo? Pra ele ser reeleito? Eu acho que devia ser. Porque ele não começou a fazer, quando começar a fazer já vai terminar, entendeu?"

Eu não entendi não.

Ela não revela, na entrevista dada hoje ao Portal Terra por telefone, em quem votará para presidente. "Tô com muito medo. Principalmente se for uma mulher". Dona Canô tem um quê de Regina Duarte, pelo medo. Quanto a desconfiar de mulher para presidente, é praticamente uma pioneira, pelo menos em declaração pública de gente famosa.

E sobre o voto declarado dos filhos Caetano e Bethânia, em Marina Silva do PV, comenta que "Olha, eu não tenho nada com as coisas que meus filhos fazem".

Para dona Canô, instada a comparar Lula com ACM, "Ninguém supera ACM. Nem o filho, nem o neto, ninguém! Ele é único. Porque o bem que ele queria à Bahia não dependia de ninguém".

Dona Canô vai fazer 103 anos dia 15 de setembro.Ela vota assim.

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07/09/2010 20:21
criticou ahmadinejad


O ditador cubano Fidel Castro criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por atitudes antissemitas. Falou ao repórter norteamericano Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic, num encontro pedido pelo próprio facínora cubano. O jornalista foi então ao encontro do ditador em Cuba, onde passou dois dias e conversou 5 horas com ele.

Escreveu que Fidel "repetiu várias vezes sua exortação contra o antissemitismo", condenando Mahmoud Ahmadinejad por negar o Holocausto. E que o ditador contou, de novo, aquela história que quando criança dizia a seus colegas de classe que os judeus mataram Jesus Cristo, porque pensava que judeu fosse um pássaro... Fidel é o primeiro político cucaracho comunista bolivariano da América Latina que ousou criticar o bucólico presidente Mamhmoud Ahmadinejad, dos aiatolás fundamentalistas iranianos.

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07/09/2010 20:00
não sou cristão
de boca de urna


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07/09/2010 15:18
dinamarca


A Dinamarca é o paraíso do que entende por estado de bem-estar social. Que começa a ser questionado pela população e também pelo governo, que enfrenta dificuldades para bancar esse sistema. Diminuiu de quatro para dois anos o auxílio desemprego, adotando medidas que forçam os desempregados a voltar ao trabalho, questiona aposentadorias e quer, ou precisa, limitar a assitência do Estado.

Tem o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo, o melhor clima de negócios no mundo, é classificada como "o lugar mais feliz do mundo", com base em normas de saúde, assistência social, e educação. O Índice Global da Paz de 2009 a tem como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia. E é o país menos corrupto do mundo pelo Índice de Percepção de Corrupção, compartilhando o primeiro lugar com a Suécia e a Nova Zelândia.

Mas que não está nem aí para os naturebas e imigrantes. Entre suas atrações tem a matança de baleias num ritual popular e sanquinário. Veio de sua imprensa a crise com os discriminados muçulmanos que vivem no país, pela publicação de charges de Maomé. O paraíso é contestado e se contesta.

É membro da União Europeia desde 1973, embora não tenha aderido ao euro, e um dos membros fundadores da OTAN e da OCDE. Não restringe práticas de contratação e demissão de empregados, e a maioria deles trabalha para o Estado. Mesmo com essa situação de bem-estar social a garantir os desempregados, tem uma das menores taxas mundiais de desemprego, mas que quase dobrou nos últimos anos, mas ficando ainda entre as menores do mundo.

Agora, ao reduzir seus benefícios, os mais generosos do mundo, limitando os pagamentos de salário-desemprego a dois anos, conferiu que os beneficiários arrumam emprego logo ou aceitam qualquer posto quando cessa o pagamento. É esse o caminho. "Quatro anos de desemprego é um luxo que já não podemos nos conceder", afirmou o ministro das Finanças. E há problemas parecidos em muitos outros países europeus endividados que poderiam se beneficiar com a adoção de partes do sistema de "segurança flexível" da Dinamarca. Cuja rica população se incomoda cada vez mais com vizinhos desempregados e sustentados pelos seus impostos durante anos.

A recessão mundial expôs pontos fracos desse sistema, e há esforços para achar um novo ponto de equilíbrio. Não que a Dinamarca esteja abandonando seu estado de bem-estar social. Mas a recessão mundial expôs seus pontos fracos, e há esforços para achar um novo ponto de equilíbrio. Não que a Dinamarca esteja abandonando seu estado de bem-estar social. Mas a farra, vai acabar. O que se passa nos demais países europeus, como na França em greve geral hoje, tem no horizonte paraísos assistencialistas como a Dinamarca e seus vizinhos escandinavos na Europa setentrional.

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07/09/2010 08:00
pilotos irregulares


A queda do avião da Embraer na China levantou um quadro preocupante, com as investigações descobrindo centenas de pilotos atuando em situação irregular. São uns 200 com registros falsos, além de pilotos militares atuando como civis.

A companhia Shenzhen Airlines, a quem pertencia o avião brasileiro que caiu, tem 103 pilotos com registros falsos. Essa empresa contratou, nos últimos anos, 40 pilotos brasileiros. Outros 40 estão a caminho, e outro tanto ainda se prepara para ir. Não se sabe para quais empresas.

O fato é que diante da escassez de pilotos para atuar no mercado aéreo chinês, que cresce muito, e mais agora diante da descoberta desse contingente de irregulares, o mercado fica ainda mais atrativo para os brasileiros que estão em ação em situação regular. E a debandada desses pofissionais tende a se agravar.

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07/09/2010 06:52
en france


Os sindicatos e a esquerda francesa esperam milhões de manifestantes hoje pelas cidades do país, em greve organizada para protesto contra a reforma na Previdência. O parlamento francês analisa, também hoje, a proposta de aumento de 60 para 62 anos a idade para aposentadoria. A oposição organiza 190 atos de protesto pelo país, o principal deles em Paris, na Praça da República.

É o terceiro grande protesto organizado pela esquerda, centrado na verdade contra o governo de Nicolas Sarkozy. A expectativa real sobre a adesão à greve é bem menor que a dos organizadores. Entre os professores apenas 30% devem aderir e o setor mais afetado, por ser fortemente controlado por sindicatos, é o dos transportes. Mas mesmo neles a adesão será parcial.

As reformas sugeridas por Sarkozy vão de encontro ao dito Estado de Bem Estar Social, a cereja do bolo das esquerdas woodstock. Mas o fato é que ele agracia mais os empregados públicos que os privados, para começar. E como os demais europeus, os franceses que não estão pendurados em empregos de governos andam cheios de pagar transporte, uniformes, material escolar, asssistências e seguros para os outros, sustentando as ratazanas, como dizem. A esquerda faz espuma mas a aprovação das reformas deve acontecer, repetindo o cenário da Europa do norte, que vem restringindo as mamatas do Estado.

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07/09/2010 06:10
neonazistas


A polícia federal alemã começou nesta madrugada a registrar maciçamente locais e residências de membros de uma organização neonazista conhecida como HNG, sigla de "organização de ajuda para reclusos nacional-políticos e seus próximos". Fundada em 1979 ela tem 600 membros, que estão sendo localizados principalmente nos estados de Baden-Württemberg, Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado, Baixa Saxônia e em Berlim. O bando atua ajudando presos de extrema direita com advogados, produzindo e distribuindo literatura nazista, buscando novas filiações e evitando que os militantes aceitem ofertas do Estado alemão para abandonar fileiras.
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07/09/2010 02:32
soninha senadora


O Partido Popular Socialista, antigo partido comunista brasileiro, da coligação tucana, quer botar no lugar do Orestes Quércia como candidata ao senado a Soninha das biciletas, atualmente sub-prefeita de um bairro palistano. Mas prevaleceu, tudo indica, a candidatura do tucano Aloísio Ferreira, herdando os minutos de Quécia no horário obrigatório.
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